As araras são uma família de grandes aves de bico forte e cauda longa, cujo tamanho varia de 1 metro na arara-jacinto, a 30 centímetros na arara-nobre, a mais pequena.
As araras maiores são também as mais coloridas, e a sua plumagem pode variar do verde a uma combinação de cores das mais luminosas.
Vivem geralmente mais de 50 anos; e, embora nenhuma arara seja particularmente dotada nessa matéria, as jovens podem ser amansadas e aprender a falar. Em contrapartida, o seu bico potente, os seus gritos sonoros e, em algumas, o seu tamanho imponente, são muitas vezes dissuasores.
As aves criadas à mão são geralmente muito dóceis, mas, uma vez adultas, podem por vezes ser agressivas, sobretudo para com os estranhos.
Meio de vida:
No estado selvagem: vivem nas florestas da América do Sul.
Em cativeiro:
Tamanho dos recintos regulamentado: Ver em https://www.aufuret.ch/ as araras grandes têm um bico extremamente potente, pelo que necessitam de aviários com rede metálica muito sólida. Destroem a madeira, pelo que não devem ser deixadas a passear pela casa sem vigilância. Estão muito melhor num aviário exterior, onde os elementos naturais darão à sua plumagem uma luminosidade intensa. Também podem ser mantidas num poleiro ao lado de um ninho que lhes servirá de dormitório para a noite.
Têm tendência a ser barulhentas, pelo que é preciso ter atenção à sua localização.
Alimentação:
- No estado selvagem: alimentam-se de sementes de leguminosas, de nozes de palma, de diversos tipos de amêndoas, de frutos de palmeiras.
- Alimento seco: as araras aceitam facilmente comer as preparações alimentares já prontas. Também se lhes pode dar uma mistura composta sobretudo de nozes, avelãs e castanha-do-brasil. Comem igualmente numerosas sementes e cereais: girassol, semente de niger, amendoim, cânhamo, pinhões, cártamo, linho, alpista, painço, sorgo, milho, flocos de aveia, arroz, trigo.
- Alimento fresco: frutas, legumes, verduras, por vezes papa, vitaminas.
- Guloseimas (os papagaios são muito gulosos!), mas com moderação (bolos, bolachas, frutos secos, compota, iogurtes, queijo fresco, eventualmente fiambre ou frango!)
Reprodução:
Não é possível distinguir o macho da fêmea a olho nu, a não ser que a fêmea tem geralmente uma cabeça mais pequena. Em período de reprodução, é preciso alojar as araras em casal, pois só a arara-nobre consegue nidificar com sucesso em colónia. As araras que nidificam tendem a ser agressivas. A postura pode ir de 2 ovos na arara-jacinto a 6 ovos na arara-nobre. A fêmea choca durante 24 a 29 dias, consoante as espécies.
As araras mais conhecidas:
- Arara-jacinto: é uma ave de magnífica plumagem azul, com amarelo à volta dos olhos e das mandíbulas. É o maior papagaio do mundo (1 metro de comprimento).
- Arara-vermelha (ou arara-macau): é a arara mais popular em cativeiro (juntamente com a arara-azul). A sua plumagem é vermelha, com azul e amarelo. Esta ave, cujo habitat natural está ameaçado pela desflorestação, é protegida pela convenção de Washington.
- Arara-azul (ou arara-canindé): tem uma soberba plumagem turquesa e amarela, com uma pequena mancha verde por cima do bico. As araras-azuis acasalam para toda a vida, e os casais permanecem juntos ao longo de todo o ano. O seu temperamento calmo e a sua personalidade fazem dela uma boa ave de companhia.
- Arara-de-asa-verde: esta grande arara de 90 centímetros de comprimento tem uma plumagem vermelho-carmesim com verde e azul. É de natureza bastante meiga, mas é menos amável do que a arara-vermelha ou a arara-azul, e emite gritos potentes.
- Arara-de-colar-amarelo (ou de colar dourado): mede 40 centímetros de comprimento e tem uma plumagem verde com uma faixa amarela na nuca (daí o seu nome). Tem um grito relativamente estridente. Tal como nas outras araras, os dois parceiros de um casal são muito ligados.
- Arara-nobre: é a mais pequena das araras, com apenas 30 centímetros de comprimento. A sua plumagem é verde com marcas vermelhas ao nível dos ombros. Muito semelhante aos seus parentes mais imponentes, é uma excelente ave de companhia.
- Conselho: se está a pensar em ter uma arara, opte antes por uma arara-anã (como a arara-nobre, por exemplo). Embora sejam igualmente barulhentas e destruidoras por natureza, são de manutenção mais simples.
Doenças frequentes
Como todas as aves, a arara esconde a doença durante muito tempo: quando os sinais se tornam visíveis, a situação já é muitas vezes séria.
Uma arara que mantém as penas eriçadas, permanece imóvel no fundo da gaiola, dormita ou recusa comer deve alertá-lo. Na ave, estes sinais discretos são muitas vezes já tardios: não se deve esperar.
A falta de atenção, o tédio ou o stress podem levar a arara a arrancar as próprias penas, ou mesmo a morder a pele (picagem, automutilação). Certas infeções afetam as penas e o bico (doença do bico e das penas, ou PBFD) e danificam de forma duradoura a plumagem.
Uma infeção chamada psitacose (ou clamidiose) pode deixar a ave abatida, eriçada e sem apetite; pode também transmitir-se ao ser humano. Uma alimentação demasiado pobre acaba por carecer de certas vitaminas (sobretudo a vitamina A). O bico e as garras também podem crescer demasiado.
A arara vive muito tempo: um acompanhamento veterinário regular, mesmo quando está tudo bem, ajuda a detetar os problemas precocemente.
Quando consultar rapidamente penas eriçadas de forma repetida, ave menos vivaz, penas arrancadas ou plumagem que se danifica, bico ou garras demasiado longos, dejetos anormais (cor, líquidos) que persistem.
Quando consultar de urgência respiração difícil (bico aberto, cauda que bate a cada respiração), ave prostrada no fundo da gaiola que recusa comer, abatimento acentuado com penas eriçadas.
A reter na ave, um sinal visível é muitas vezes já um sinal tardio: não esperar. Companhia, alimentação variada e acompanhamento regular previnem muitos problemas. Estas informações não substituem uma consulta.