A cacatua é uma ave de plumagem toda branca, exceto as espécies de plumagem preta. O que a distingue em todo o caso dos outros Psitacídeos é a ausência de cor verde ou azul na sua plumagem. É bastante fácil de reconhecer, com a sua poupa erétil que se levanta à mínima emoção.
É uma ave fácil de amansar e um companheiro adorável. É muito afetuosa, brincalhona, inteligente e sensível. Mas, em contrapartida, exige muita disponibilidade e presença. É preciso dedicar-lhe várias horas por dia. Se não tiver contacto suficiente com o ser humano, gritará cada vez mais para atrair a atenção, e depois virão a picagem e a automutilação.
Meio de vida:
No estado selvagem: é originária da Austrália, mas também das Filipinas até às ilhas Salomão.
Em cativeiro:
Tamanho dos recintos regulamentado: ver em aufuret.ch
A armação do aviário deve ser metálica, e as divisórias ou paredes em material indestrutível. É preciso ter atenção a qualquer início de buraco ou aspereza, pois a cacatua terá todo o gosto em aumentá-lo. Mesmo os tijolos não resistem ao seu bico potente. Quanto maior for uma cacatua, mais destruidora é. Atenção à localização do aviário, pois pode ser extremamente barulhenta.
Alimentação:
Alimento seco: nozes, sementes (girassol, semente de niger, amendoim, cânhamo, pinhões, cártamo, linho), cereais (alpista, painço, sorgo, milho, flocos de aveia, arroz, trigo), ou mistura para papagaios.
Alimento fresco: verduras, legumes, frutas, eventualmente papa, vitaminas… consoante os gostos da ave.
Guloseimas (com moderação!): bolos, bolachas, frutos secos, iogurtes, compota, por vezes até fiambre ou frango!
Reprodução:
A maior dificuldade da criação da cacatua é a formação de um casal compatível. Uma incompatibilidade traduz-se em stress, doenças, ferimentos que podem chegar até à morte. A formação de um casal faz-se com aves jovens. Dado que é impossível distinguir o macho da fêmea antes da maturidade sexual, será necessário um teste de ADN. A postura é em geral de 2 ovos e as cacatuas brancas chocam à vez. O tempo de incubação vai de 23 a 30 dias, consoante as espécies.
Doenças frequentes
Como todas as aves, a cacatua esconde a doença durante muito tempo: quando os sinais se tornam visíveis, a situação já é muitas vezes séria.
Uma cacatua que mantém as penas eriçadas, permanece imóvel no fundo da gaiola, dormita ou recusa comer deve alertá-lo. Na ave, estes sinais discretos são muitas vezes já tardios: não se deve esperar.
A cacatua é particularmente sensível à falta de atenção. O tédio, o stress ou a solidão levam-na muitas vezes a gritar, depois a arrancar as penas e a morder a pele (picagem, automutilação). Certas infeções afetam também as penas e o bico (doença do bico e das penas, ou PBFD) e danificam de forma duradoura a plumagem.
Uma infeção chamada psitacose (ou clamidiose) pode deixar a ave abatida, eriçada e sem apetite; pode também transmitir-se ao ser humano. Uma alimentação demasiado pobre acaba por carecer de certas vitaminas (sobretudo a vitamina A). O bico e as garras também podem crescer demasiado.
A cacatua vive muito tempo: um acompanhamento veterinário regular, mesmo quando está tudo bem, ajuda a detetar os problemas precocemente.
Quando consultar rapidamente penas eriçadas de forma repetida, ave menos vivaz, penas arrancadas ou plumagem que se danifica, bico ou garras demasiado longos, dejetos anormais (cor, líquidos) que persistem.
Quando consultar de urgência respiração difícil (bico aberto, cauda que bate a cada respiração), ave prostrada no fundo da gaiola que recusa comer, automutilação que sangra, abatimento acentuado com penas eriçadas.
A reter na ave, um sinal visível é muitas vezes já um sinal tardio: não esperar. Presença, alimentação variada e acompanhamento regular previnem muitos problemas. Estas informações não substituem uma consulta.